Paulo Izael
Escrevo o que sinto, mas não vivo o que escrevo.
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Textos

 

O baque amoroso foi cruel e letal, por um triz quase quebrei ao meio, mas enverguei e me recompus. Sou feito aguas turbulentas que encontra paz na suavidade das ondas. Os orixás não me devolveram o amor que o destino subtraiu, mas hoje estou quase feliz. Vez por outra visito meu jardim acariciando as rosas. Ainda encontro medonhos espinhos e ervas daninhas que obstruem meu caminho. Mas ao vê-las no raiar do dia, sinto o ciúme encabulado do orvalho e percebo o quanto são belas, misteriosas e determinadas feito o enigmático encanto da lua. Assim são as rosas que emprestam seu brilho perfumado para que o mundo seja florido e cheiroso. Elas aclaram os sentimentos com determinação, não murcham, nem perdem o perfume, são indeléveis e infinitas. Solitárias formam seu próprio jardim, Mas não descartam um cravo Desde que o mesmo não esteja atracado a outra flor. As rosas fazem da sabedoria um estilo de vida, a cada dia irradiam a vontade de viver. Ah, as rosas, roseiras e rositas... Quem sabe um dia falem, mesmo que ocultem seu perfume!

Paulo Izael
Enviado por Paulo Izael em 29/10/2021
Alterado em 29/10/2021
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