Paulo Izael
Escrevo o que sinto, mas não vivo o que escrevo.
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TORMENTA
Parece que o tempo emperrou.
A impaciência avança em ritmo frenético
Impulsionando o dolor arrebatador
Acrescido de desarranjos mentais.
Imóvel, não busco reação alguma.
Evidenciando total ingerência,
Parece que o cérebro tornou-se estático,
Olho fixamente para o vazio,
Esbarro em fragmentos desconexos
E continuo alheio à procura de nada.
Falta-me a concentração necessária.
Sinto meu pulsar agitado,
Talvez ignorando todo meu tédio.
Há muito descambei rumo a ruína.
Parece que a utopia foi instituída
Para resgatar todos os meus sonhos.
Uns mundos indesejados, traiçoeiros, suicidas.
Sinto que é um desprazer enlevar o amor.
A cada enojento dia que se arrasta,
Sou acometido por infortúnios
Que esmaecem meus lacrimosos olhos,
Causando inércia no corpo
E neutralizando todo o estado de ser.
A estafa é acrescida face ao relevante
Desamparo intelectual que se avoluma.
É um rancor solitário e inexplicável,
Desolando a tentativa de reação.
Pareço quedar abraçado ao conformismo.
Resignado pela enfadonha performance,
Inexisto para a intolerável passagem.
Num compasso mórbido e desolador,
Vi os anos se arrastarem velozmente.
Como que um inveterado zumbi,
Alheio às transformações truculentas
Que tornaram meu caminho sinuoso,
Sigo amargurado na clausura do tédio.
Vejo com crescente antipatia e desdenho
Os primeiros e enxeridos raios solares
Beijarem minha enrugada face.
Mais um despropósito a machucar.
O clarão do novo dia é pesaroso,
Onde a tormenta será mantida
E toda a infelicidade garantida.


    =RESPEITE SEMPRE OS DIREITOS AUTORAIS=
"Escrevo o que sinto, mas não vivo o que escrevo"

Paulo Izael
Enviado por Paulo Izael em 29/10/2005
Alterado em 12/11/2005
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