Paulo Izael
Escrevo o que sinto, mas não vivo o que escrevo.
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Ser o que se é, não
precisa ser autenticado.

        Sir Herzog Izael-1866

 
Nunca pensei que meus fardos
Pesasse mais que meus erros,
Então ainda há espaços vazios
Para a completude de meu esmorecimento.
Não basta ser detentor de inteligência,
Não, é preciso agradar a todos,
Ultrapassar o carisma de Cristo
E explicar inúmeras questões a Freud.
Ser inserido no rol dos detentores da verdade
Consome uma existência, custa o talento.
Por mais que eu simplifique
Minha teoria de vida, não me faço entender.
Ou será que o mundo é surdo
Apenas quando carece de me ouvir?
Vejo homens louvando cristo,
Na homilia traçam um paralelo
Entre o delírio gratificante do sucesso
E a amarga decepção do fracasso,
Mas prometem a salvação
De acordo com a colaboração monetária.
É Justo o impuro fantasiar a pacificação,
Praticando atos silenciosos,
Subtraindo a quem padece desamparado,
Agregando mais riqueza do que pode gastar?
Assim descaminha a humanidade
Não basta que eu me vá,
Mas há que existir um legado,
Mesmo que para tão largo anseio
Não me subtraiam o direito de pensar,
E não seja tardia e infinda a inércia intelectual,
Afinal de contas, não preconizo a loucura
Apenas gravito na insanidade,
Rodopiando pela existência
Sem ao menos existir para o mundo.
Quem tenta viver a vida de alguém
Sonhando em brilhar e ofuscar,
Finda padecendo no ostracismo;
Sofrendo mais do que a dor é capaz,
Pois os feitos praticados traduzem
A trajetória da próxima vida.
Não almejo subtrair personalidades,
Ser o que se é neutraliza a inveja.



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Paulo Izael
Enviado por Paulo Izael em 28/09/2018
Alterado em 06/10/2021
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