Paulo Izael
Escrevo o que sinto, mas não vivo o que escrevo.
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PRECISO DE UM BEIJO



Ex-amor da minha vida saiba que não pendi desolado quando fui bruscamente notificado do rompimento. Das noites delirantes, em claro, que findei no escuro da saudade, nem ao menos me lembro mais. Você cessou seu amor por mim, pensando ter incrustado em meu peito, a espada do abandono. Ao contrário do que se poderia pensar, até mesmo para minha decepção, não senti o baque pesaroso imposto pela forçada distância. Raramente busco fragmentos que possam aturdir a lembrança. Ficaram os sonhos que, não envelhecem, permanecem estagnados feitos comas. Não venero sonhos, tão pouco, destino. Acho mesmo que despertei, remocei para a vida. Enojei-me de lamúrias e lamentações. Soube que você perambula por ai, perguntando sobre mim. Por mais que eu me esforce, não vislumbro futuro a teu lado. Não tenciono reatar desilusões. Dias desses, até arranjei uma namorada e acabei sonhando com o desejo de receber um beijo teu. Apenas sonhos que não se materializam.



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"Escrevo o que sinto, mas não vivo o que escrevo"
Paulo Izael
Enviado por Paulo Izael em 14/07/2005
Alterado em 08/11/2005
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