Paulo Izael
Escrevo o que sinto, mas não vivo o que escrevo.
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QUANDO MORRE UMA PAIXÃO



Acabou o sonho.
Da doçura fez-se à amargura,
Despedida triste regada de rancor;
Silenciosa partida do ex-amor.
Nenhum movimento, nenhuma ternura

Acabou o sexo.
Do riso, fez-se o silêncio,
Aumentando o nosso drama.
Do perfume fez-se o incenso,
Que desaromatizou nossa cama.

Acabou a parceria.
Dos lábios vermelhos molhados,
Fez-se um vulcão em erupção.
Nos olhamos desolados,
Da união fez-se à separação.

Acabou o amor.
Caminhamos calados e boquiabertos.
Da paixão fez-se ódio exagerado,
Ambos magoados e incertos,
Sonhos perdidos, espelhos quebrados.

Acabou o respeito,
Da fidelidade fez-se o vulgar,
Sem responsabilidade nem cobrança,
Apenas algo para se lembrar.
Uma vida num choro de uma criança.

Acabou a vida.
Do presente fez-se o passado.
Olhos molhados e solidões unidas.
Dois corações desesperados,
O início do fim de duas vidas.
Paulo Izael
Enviado por Paulo Izael em 03/07/2005
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