Paulo Izael
Escrevo o que sinto, mas não vivo o que escrevo.
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RECAÍDAS



Onde andará você, querida ,
Em que armário padece o amor;
Que fim levou sua vida?

Disseram-me que você é triste,
Não mais reluz, perdeu o brilho.
Na verdade o que é que existe?

Eu queria tanto saber,
Olhar em seus olhinhos negros;
Procurar a tudo entender.

Tentar buscar uma explicação,
Resgatar o seu amor,
Sentir as batidas do seu coração.

Entender por que tudo acabou,
A brusca interrupção da felicidade.
Será que o amor que lhe dei não bastou?

Até hoje vivo atado ao sentimento
Todos os flertes são estranhos
Falsos amores apoiados no fingimento

Ouço teu nome com carinho.
Queria apenas olhar seu vulto.
Quem sabe outra vez trilhar seu caminho.

Ouvir Billie Holiday cantar a dor,
A voz rouca de Louis Armstrong sorrindo,
E Ray Charles triste, falar de amor.

Hoje, ouço músicas que exalam o sofrimento.
Nada crio, perdi o interesse e a vontade.
Você quando partiu, levou meu talento.

O que eu achava certo hoje é errado.
Minha ótica é severa e parcial,
Somente o seu amor continua inalterado.

De um grande amor nunca se desiste,
Mesmo que tudo em mim seja gelo,
Tenho a certeza que a paixão ainda existe.

De que vale estar alheio ao mundo
Se tudo se transforma em sua imagem?
E porquê meu coração tornou-se mudo?
Paulo Izael
Enviado por Paulo Izael em 30/06/2005
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